Artigo: Receber flores
11/03/201311:18:00
 

*Por Antonio Rodrigues Belon

Uma sociedade dividida em classes luta contra a exploração e a opressão? Ou oferece flores às mulheres no dia 8 de março? O machismo divide as classes trabalhadoras. Impede a incorporação das lutas contra a opressão no programa de lutas efetivamente emancipatórias. As organizações policlassistas ou burguesas subordinam as lutas das mulheres aos seus fins. Transformam o dia da mulher e as possibilidades de lutas oportunidades de negócios.

O processo de reorganização sindical brasileiro coloca no seu eixo central o tema das lutas das mulheres. Uma luta sindical e popular ganha espaço no horizonte de uma concepção de luta classista as mulheres. Os homens e as mulheres das classes trabalhadoras em unidade. Unir as mulheres trabalhadoras para lutar junto com os homens trabalhadores contra a opressão. Não há como pensar essa luta vitoriosamente, se for uma luta assumida apenas por mulheres.

Duas concepções vão além da vulgaridade comercial imediata configurada na transformação da mulher em objeto de decoração e vendas. Uma representada pelas correntes sexistas burguesas: refina e torna sofisticada, a dominação do capital, da mercadoria, em formas renovadas. A segunda concepção propõe a organização das mulheres trabalhadoras transversalmente.

A prioridade é organizar as mulheres em entidades sindicais, populares, estudantis; juntar trabalhadoras de base dos sindicatos, trabalhadoras informais, donas de casa, as mulheres pobres em geral, na perspectiva da unidade de ações e lutas.

*Antonio Rodrigues Belon é Professor doutor aposentado da UFMS (campus de Três Lagoas)