Sindasul participa de Plenária Nacional daUGT
21/08/201309:38:00
 

Em agosto, a presidente do Sindasul, adm. Eliane Toniasso, junto ao presidente da União Geral dos Trabalhadores de MS (UGT-MS) Fábio Salomão participaram de importantes eventos para o movimento sindical brasileiro: a 18ª Reunião Plenária da Executiva Nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT) a 2a Plenária Nacional das Entidades Filiadas a UGT, em São Paulo, entre os dias 12 e 14.

Eliane Toniasso, que também  é vice-presidente da UGT-MS, destaca que os eventos foram enriquecedores, resultando  na renovação de estratégias para o fortalecimento dos trabalhadores.  “Discutimos os desafios imediatos do movimento sindical brasileiro, tivemos palestras sobre a atual conjuntura política e econômica do país e  debatemos sobre as manifestações que ocorreram em todo Brasil e sobre o novo cenário político brasileiro”.

O presidente nacional da UGT, Ricardo Path, presidiu a mesa de abertura da 18ª Reunião Plenária e reafirmou a necessidade da mudança no movimento sindical, reafirmando que além da defesa trabalhista, deve estar voltado às questões de políticas públicas.

Conjuntura econômica

O economista Roberto Macedo abordou o tema “Conjuntura Econômica e Perspectivas”, durante a 2ª Plenária Nacional das Entidades Filiadas a UGT. De acordo com Macedo, os reflexos da economia brasileira incidem diretamente sobre o trabalhador.

Segundo o ministrante, a baixa taxa de investimento ou de formação bruta de capital fixo como porcentagem do PIB é um dos principais problemas das medidas econômicas adotadas pelo governo. No entanto, o economista esclareceu que apesar do país não ter atingido a meta de crescimento esperada pelo Banco Central, não há evidências de espaço para um retrocesso já que a inflação está sob controle, a moeda retomou funções clássicas ( meio de pagamento, padrão de pagamentos futuros e reserva de valor) e a população apreciou maior estabilidade de preços. Mas, Roberto Macedo destaca que é preciso intensificar a luta para controlar a inflação.

Mobilizações Populares

O movimento sindical acompanhou e ouviu as reivindicações das mobilizações populares que ocorreram em todo o país, no mês de junho. Para fazer uma análise e articular novas maneiras de atuação, a UGT possibilitou o diálogo com o cientista político,  Gaudêncio Torquato, com o tema “as mobilizações populares: o recado das ruas para os poderes públicos".

De acordo com Gaudêncio, a sociedade está descontente, as mobilizações foram ocasionadas pela indignação com a deterioração da malha educacional, desconfiança na esfera política, gastos para a Copa do Mundo (FIFA), crise da democracia representativa e políticos afastados do povo, corruptos ou egoístas, trabalhando apenas pelos interesses dos seus partidos políticos.

O ministrante destacou que “o grito preso na garganta” dos brasileiros, liberado por meio das mobilizações, começa a fazer eco, abrindo novos horizontes com grande expectativa de melhoria. O movimento sindical está se articulado para se adequar a este novo cenário. 

Ponto de Vista: Adm. Eliane Toniasso

A atual conjuntura reforça em nós o sentimento de luta conjunta em busca do combate à corrupção tida por muitos como um processo natural. Graças a Deus, aconteceram esses protestos, num momento em que já estávamos à beira do desespero por notar que até mesmo autoridades judiciais já estavam verbalizando e aceitando a corrupção como um fato natural.

Sou a favor dos protestos pacíficos. Esses movimentos transformam todos nós, traz o retorno da reflexão e retomam a consciência de que é preciso agir e combater as ilegalidades. Não basta indignar-se, tem que haver ações e coerências entre todos os assuntos.

A“coisa” pública deve ser tratada como “coisa” pública, como assunto pertinente a todo cidadão. O privado é privado, tem que haver o discernimento. Se é público, existem regras, leis a serem seguidas. Essa legislação precisa ser respeitada. É ilegal a criação de terceiras vias que burlam essas leias apenas para beneficiar algumas pessoas. Há que se ter respeito e comportamento ético. 

 

Fonte: Assessoria de Imprensa Sindasul