Acadêmicos e profissionais graduados de MS podem aperfeiçoar estudos nos Estados Unidos
03/04/201419:49:00
 

Foto: Reunião realizada no mês de março abordou a a relevância do projeto de intercâmbio.

Acadêmicos de todas as universidades de Mato Grosso do Sul e profissionais graduados têm a oportunidade de aprimorar os seus conhecimentos na Universidade de Washington (Estados Unidos) por meio de intercâmbio. O preço é o diferencial, acessível devido a convênio entre as Universidades, OSCIP – Instituto dos Direitos Humanos de Mato Grosso do Sul (IDHMS) e Sindasul (Sindicato dos Administradores de Mato Grosso do Sul). 

Em março, a professora da Universidade de Washington e coordenadora do projeto de intercâmbio, Dra. Margaret Griesse, esteve em Campo Grande (MS). Na ocasião reuniu-se com os parceiros Dr. José Paulo Gutierrez professor universitário e integrante da Oscip IDHMS e adm. Eliane Toniasso presidente do Sindasul para deliberar sobre os procedimentos cabíveis para o ingresso nos cursos internacionais. O presidente do CRA/MS Júnior Irineu Allan de Jesus e o administrador Renato Francisco Delfini, também participaram da reunião.

Para os acadêmicos, todo o intercâmbio custa 3.000 dólares com hospedagem e alimentação (café da manhã e lanche no final da tarde). Já para os profissionais o preço varia entre 3.000 e 5.000 dólares dependendo do curso.

 Acadêmicos

Para início do intercâmbio é requisitado um grupo de no mínimo 10 acadêmicos. Todos recebem o respaldo da Universidade de Washington - campus de Tacoma - e também contam com o auxílio direto de um professor do campus onde estuda em MS, que acompanha o grupo.

Interagem em cursos e palestras com garantia de certificado de participação contabilizados em 60 horas. São três semanas de atividades que além dos estudos, contam com passeios culturais (museus, trilhas, montanhas), visitas a ONGs, Reservas, Fóruns de Justiça. Todos se hospedam em casa de família, em Tacoma -  cidade de 350.000 habitantes.

Seleção

Os requisitos para participação são os seguintes: a) Falar fluentemente o inglês; b) ter indicação de dois professores de sua respectiva instituição de ensino superior; c) efetuar o pagamento do valor da entrada para assegurar a vaga no intercâmbio.

Forma de pagamento: O valor pode ser parcelado por meio de assessoria da Oscip IDHMS. Veja abaixo.

Profissionais

É exigido um grupo mínimo composto por 10 profissionais.  Estes, participam de cursos de extensão com certificado, diferente dos acadêmicos, neste caso o curso é profissionalizante. A hospedagem é por conta própria, no entanto a universidade, em Tacoma, está localizada na região central - cercada por hotéis - e o profissional brasileiro contará com o respaldo dos responsáveis pelo projeto de intercâmbio nos EUA.

A diária em hotéis – quarto duplo – custam em média 50 dólares. Em Seattle, cidade a 40 minutos de Tacoma, existem albergues com custo menor. No entanto, o profissional teria que pegar condução para chegar ao campus.

 Os cursos são em diversificadas áreas (veja no site www.tacoma.uw.edu). Ao final, é aplicada uma prova para avaliação do conhecimento adquirido.

Seleção: Falar fluentemente o inglês e efetuar pagamento de entrada para assegurar a vaga.

Forma de pagamento: O valor do curso pode ser parcelado por meio de assessoria da Oscip IDHMS. Veja abaixo.

EUA X Mato Grosso do Sul

O idealizador do projeto de intercâmbio - no Estado de MS - o Dr. José Paulo Gutierrez explica como surgiu a iniciativa. “Sempre tive o sonho de realizar intercâmbio e não pude concretizá-lo durante a graduação. Há três anos, em congresso de Direitos Humanos Internacional conheci a professora Margaret e ela disse que seria possível essa parceria. A partir daí houve esse despertar em mim de aprofundar esse contato e possibilitar o intercâmbio “É importante porque é a oportunidade que o acadêmico tem de vivenciar a teoria e a prática na área que ele escolheu, quando realizamos o projeto piloto no ano passado, os alunos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Universidade Católica Do Bosco puderam fazer atividades de campo, na área de atuação deles e aí aconteceu o enriquecimento"

O projeto piloto do intercâmbio aconteceu em 2013. “Foi extremamente positivo, todos já tinham fluência em inglês, mas pelo fato de ficarem em casa de família e de todas as atividades aperfeiçoaram ainda mais a língua inglesa. Mas acima de tudo destaca-se pela aprendizagem adquirida, conhecimentos culturais e as novas relações proporcionadas pela universidade e os  intercambistas que os acolhem", analisa Gutierrez.

 Balanço da Reunião

A  presidente do Sindasul explica que a reunião foi positiva e desde já específica o papel do sindicato como facilitador do convênio. “A reunião foi bastante produtiva  no que tange aos objetivos que foi proposto, cada um apresentou o seu papel e abriu  essa oportunidade, mostrando que é possível, ainda mais com a globalização, realizar o intercâmbio. Se o profissional ou acadêmico se programar,  poderá fazer o planejamento  para intercambiar conhecimento no exterior ou fazer um curso com visitas técnicas, as possibilidades são amplas. Queremos juntar as turmas e fazer a programação de acordo com suas disponibilidades”.

Caberá ao Sindasul realizar a divulgação do projeto de intercâmbio aos acadêmicos e profissionais, bem como, organizar as inscrições, datas de viagens, enfim, gerenciar o projeto. Quem desejar pode entrar em contato pelo telefone: 9982-4309 ou 3325-6943.

O SINDASUL, por meio de sua presidente, já participou ativamente da experiência, atuando  no gerenciamento do projeto em 2013, inclusive a adm. Eliane Toniasso recepcionou em sua residência o intercambista Doug Ta  da Universidade de  Seattle e abriu sua residência para a comemoração festiva de encerramento das atividades.

 Instituto de Direitos Humanos – IDHMS

A Oscip realiza o protocolo de intenções para o financiamento do intercâmbio. Assim que a universidade seleciona os alunos, o IDHMS inicia a prestação de serviços voltados aos auxilio, orientação sobre a viagem, forma de pagamento, enfim, dá suporte ao acadêmico e profissional.

 Pontos de Vistas

A professora da Universidade de Washington Dra. Margaret ressalta que os intercâmbios ampliam experiências: “Acredito nestes projetos de aprendizagem através da experiência, porque abre horizontes além das salas de aula. Isso aconteceu comigo quando eu viajei e quero proporcionar essa possibilidade para outros estudantes porque acho que realmente ajuda o acadêmico a pensar de outra forma. Costumo dizer aos meus alunos que se você ingressou na universidade mas saiu apenas com o seu diploma, você não usufruiu de tudo o que a vida acadêmica pode te oferecer, pois aquele era o momento de procurar novas experiências e a universidade e hoje o SINDASUL oferecem isso, basta se organizar para poder participar”.

 “É uma oportunidade que poucas pessoas têm, aproveitem! Para os acadêmicos, agrega valor ao seu currículo e facilita a entrada no primeiro emprego, ou seja, isso é um gancho para facilitar, já que ele teve um curso realizado no exterior” afirma o adm. Renato Francisco Delfini Vilela, especialista em controladoria empresarial.

O presidente do CRA Júnior afirma que há interesse dos acadêmicos. “A importância é ímpar porque traz um enriquecimento para o aluno na parte intelectual e cultural. Ele vai para o mercado de trabalho com melhor capacitação e com uma nova visão de horizontes. Gera o diferencial em relação aos outros profissionais. O CRA Júnior é voltado aos acadêmicos, por isso, a iniciativa do Sindasul foi rapidamente aceita e é vista como positiva para categoria”, enfatiza Irineu.

Fonte: Sindasul