ÔĽŅ SINDASUL - Sindicato dos Administradores de Mato Grosso do Sul

Estados Unidos e Brasil se unem para combater o zika vírus
12/02/201614:50:00
 

Desenvolver uma vacina contra a a√ß√£o do zika v√≠rus, que causa microcefalia em beb√™s, √© um dos objetivos de uma agenda positiva criada pelos Estados Unidos, em parceria com entidades cient√≠ficas brasileiras. A informa√ß√£o da agenda, publicada pela Ag√™ncia Brasil, foi comunicada pelo Instituto Norte-Americano de Alergia e Doen√ßas Infecciosas (Niaid), organiza√ß√£o que coordena pesquisas para combater doen√ßas infecciosas, imunol√≥gicas e al√©rgicas.

De acordo com o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Luiz Alberto Figueiredo Machado, a coopera√ß√£o entre institui√ß√Ķes norte-americanas e brasileiras de pesquisa j√° vinha ocorrendo para combater a dengue. Segundo ele, a amplia√ß√£o dessa coopera√ß√£o, com o objetivo de incluir o combate ao zika, foi o assunto mencionado no telefonema da presidenta Dilma Rousseff ao presidente Barack Obama, em 29 de janeiro √ļltimo.  ‚ÄúO v√≠rus zika gerou uma crise [de sa√ļde] global e tem de ser atacado por todos os meios poss√≠veis‚ÄĚ, disse o embaixador.

O governo norte-americano pediu autoriza√ß√£o do Congresso para a libera√ß√£o de US$ 1,8 bilh√£o para combater o v√≠rus zika. Parte desse dinheiro (US$ 41 milh√Ķes) ser√° alocada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos em outros pa√≠ses. Sobre o repasse ao Brasil, os recursos ser√£o transferidos para o Fundo das Na√ß√Ķes Unidas para a Inf√Ęncia (Unicef), que vai aplicar o dinheiro na melhoria do diagn√≥stico do v√≠rus, na implementa√ß√£o de equipamentos de controle da doen√ßa e no treinamento dos profissionais que lidam com as pessoas afetadas.

O diretor do Centro de Controle e Preven√ß√£o de Doen√ßas (CDC) dos Estados Unidos, Tom Frieden, considera importante a aprova√ß√£o desses recursos emergenciais. No entanto, ele alerta para a necessidade de que sejam adotados procedimentos pr√°ticos e imediatos: "Reduzir a amea√ßa do zika n√£o vai ser r√°pido ou f√°cil", disse Frieden. E acrescentou: "√Č muito dif√≠cil para um pa√≠s se livrar dos mosquitos que transmitem o v√≠rus, e a aparente conex√£o com microcefalia √© sem precedentes‚ÄĚ.

Segundo Frieden, ‚Äúa prioridade agora √© reduzir o risco para as mulheres gr√°vidas, para que possam proteger a sua sa√ļde e a de seus beb√™s".

O zika atualmente est√° circulando em cerca de 30 pa√≠ses, especialmente na Am√©rica Latina e no Caribe. A necessidade do desenvolvimento da vacina contra o v√≠rus foi mencionada tamb√©m em uma declara√ß√£o conjunta, assinada por representantes do Instituto Nacional de Sa√ļde dos Estados Unidos e da Funda√ß√£o Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Brasil, em Manaus, em dezembro de 2015.

Desde ent√£o, t√©cnicos dos dois institutos v√™m se reunindo frequentemente com o objetivo de aprofundar as pesquisas sobre o tema, informou o Niaid. As discuss√Ķes entre as duas entidades ganharam relev√Ęncia √† medida que, coincidentemente, a epidemia se espalhou no Brasil e em outros pa√≠ses ‚Äď no in√≠cio deste ano.

A colabora√ß√£o entre autoridades norte-americanas e cientistas brasileiros n√£o se resume ao Instituto Fiocruz. Segundo o Niaid, o Minist√©rio da Ci√™ncia, Tecnologia e Inova√ß√£o, o CNPq, o Instituto Butant√£ e v√°rias universidades brasileiras v√™m mantendo colabora√ß√£o, em diversos n√≠veis, com entidades de sa√ļde norte-americanas visando a combater a doen√ßa.

Na etapa atual, anterior √† aprova√ß√£o dos recursos emergenciais para combater a epidemia da doen√ßa, solicitada pelo presidente Barack Obama, o or√ßamento para as pesquisas sobre o zika e outros v√≠rus similares corresponde a US$ 100 milh√Ķes. De acordo com o Niaid, trata-se de um or√ßamento ‚Äúlimitado‚ÄĚ devido ao fato de o zika ser um fen√īmeno emergente, que ganhou contornos de preocupa√ß√£o mundial nos √ļltimos meses.

Em 2015, o Niaid disponibilizou US$ 17 milh√Ķes para apoiar os cientistas brasileiros em projetos colaborativos de pesquisas na √°rea de doen√ßas infecciosas. Com o alastramento do v√≠rus zika, por√©m, os cientistas brasileiros podem tentar se associar a outros projetos. O Instituto Nacional de Sa√ļde dos Estados Unidos (NIH), por exemplo, acaba de anunciar que vai incluir, entre suas prioridades, o financiamento para investigar como a infec√ß√£o pelo v√≠rus zika pode afetar a reprodu√ß√£o, a gesta√ß√£o e o desenvolvimento do feto.

O NIH √© uma ag√™ncia de pesquisa m√©dica que engloba 27 institutos e centros de sa√ļde em territ√≥rio norte-americano.

Uma das prioridades do programa é estabelecer de forma conclusiva o papel que o vírus zika desempenha no aumento dos casos de microcefalia. No Brasil, mais de 4 mil casos de microcefalia foram registrados desde outubro de 2015. Em 2014, houve apenas 147 casos conhecidos da doença. Além disso, os cientistas querem saber se há outros fatores que provocam a microcefalia.

Transmiss√£o

O programa vai analisar tamb√©m se o zika pode ser sexualmente transmiss√≠vel. A investiga√ß√£o permitir√° saber se os governos devem adotar pol√≠ticas para evitar a propaga√ß√£o do v√≠rus por meio do sexo. Al√©m disso, os estudos podem indicar se o zika representa perigo para a fertiliza√ß√£o in vitro e outras t√©cnicas de reprodu√ß√£o assistida.


Fonte: Portal Brasil

<http://www.brasil.gov.br/saude/2016/02/estados-unidos-e-brasil-se-unem-para-combater-zika>

Data: 10/02/2016