ÔĽŅ SINDASUL - Sindicato dos Administradores de Mato Grosso do Sul

Executivo sugere parceria dos setores p√ļblico e privado para estimular inova√ß√£o no setor de tecnologia da informa√ß√£o
29/05/201209:25:00
 

Desonerar a folha de pagamento e baixar impostos não são medidas suficientes para aumentar os investimentos em pesquisa e inovação no Brasil, avaliou hoje (28) à Agência Brasil o chefe de Negócios e Inovação da empresa sueca Ericsson, Jesper Rhode. Para ele, o governo federal deveria investir na qualificação de funcionários das empresas, por meio da concessão de bolsas de estudos, em parceria com o setor privado.

 

"√Č uma tarefa a quatros m√£os", declarou Rhode durante a Confer√™ncia da Inova√ß√£o Brasil-Su√©cia, que se estender√° at√© sexta-feira (1¬ļ), no Rio. O evento discute o investimento em pesquisa de tecnologias para o desenvolvimento sustent√°vel.

 

De acordo com o executivo da empresa de tecnologia da informa√ß√£o, parcerias com o governo na √°rea de tecnologia e inova√ß√£o s√£o fundamentais para dar in√≠cio ao investimento em pesquisa por parte das empresas. "√Č dinheiro p√ļblico que beneficia o setor privado a enfrentar uma barreira. Depois, ocorre uma in√©rcia e o retorno, o investimento, vem por si s√≥", disse.

 

Ele citou o exemplo da Ericsson, que fez acordo com universidades p√ļblicas que se desdobrou "na gera√ß√£o de tecnologia competitiva com um custo-benef√≠cio global". Com as vantagens para a empresa, o aporte do programa foi tamb√©m maior do que o previsto inicialmente. Agora, eles defendem uma pol√≠tica para forma√ß√£o de funcion√°rios por meio da concess√£o de bolsas de estudo.

 

Para estimular a ind√ļstria do setor de tecnologia da informa√ß√£o no Brasil, Rhode sugeriu a cria√ß√£o de um polo de produ√ß√£o concentrando fornecedores de componentes, al√©m de defender a redu√ß√£o de impostos e a desonera√ß√£o da folha de pagamento para que possam ser ofertados sal√°rios mais altos aos funcion√°rios. O objetivo, segundo ele, seria facilitar a importa√ß√£o de produtos para montagem de laborat√≥rios.

 

"Na [Regi√£o] Sul da China, existe grande n√ļmero de empresas que participa das mesmas cadeias de produ√ß√£o e isso representa uma grande vantagem", avaliou. Para Rhode, o Brasil precisa criar mecanismos para competir com grandes mercados exportadores, com o chin√™s.

 

As cidades de Recife e Fortaleza ‚Äď onde j√° se instalaram empresas do setor e onde as pesquisas em parceria com a empresa est√£o avan√ßando nas universidades Federal do Cear√° e Federal de Pernambuco ‚Äď foram apontadas pelo executivo como promissoras. "N√£o precisa ser necessariamente S√£o Paulo", acrescentou, sobre a regi√£o onde j√° est√£o fornecedores.

 

A Ericson investe atualmente 14,4% de seu or√ßamento em pesquisa e inova√ß√£o. No Brasil, a meta √© expandir a produ√ß√£o, com foco na tecnologia 3G (internet m√≥vel de alta velocidade), mirando nos mercados da Am√©rica Latina e da √Āfrica. Atualmente, a metade do que √© produzido pela empresa no pa√≠s √© exportada. "Para n√≥s, o Brasil √© interessante como plataforma", concluiu o executivo.

Fonte: Por Isabela Vieira, Agência Brasil